sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bróder

Entre os dias 26 e 28 de abril (anteontem, ontem e hoje), rola o Youpix, um encontro de gente que faz a internet e faz parte da internet. Eu, particularmente, gostava mais de ir no evento num lugar pequeno e conhecer todo mundo, mas porque eu sou egoísta e adoro gente puxando meu saco - quem não gosta fecha o navegador e vai tricotar. Claro que eu fico feliz - mais pela Bia Granja - do evento ter crescido tanto e, nessa edição, ser no Porão das Artes no Ibirapuera e ter pessoas famosas como o Rafinha Bastos.

Famosas?

Eu vi uma tietagem ou outra por lá em cima do cara. Todo mundo quer ser bróder, quer tirar foto, quer contar uma piada que acha super engraçada (dica: ele não quer ouvir), mas não é aquela coisa beatlemaníaca que eu imaginei que seria. Até não muito tempo atrás, quem aparecia na televisão era, para os pobres mortais, alguém num patamar superior porque "oh, ele é famoso!". Hoje você dismitifica o cara que aparece na TV - ele é famoso porque o Brasil inteiro conhece a cara dele, mas ele não é mais inacessível, ele não está mais acima do bem e do mal, ele até te manda reply no Twitter se você mandar alguma coisa que vale a pena (se não respondeu no terceiro só leia e pare de insistir).

Procurei uma foto do Rafinha no Youpix pra colocar aqui, mas não achei. Todos chora.


A nossa geração matou o "famoso" e criou as "subcelebridades", matou o "cara da TV" e criou o "cara normal" - e isso é ótimo. É bom ter os homens e mulheres da TV como "exemplo" (entre aspas porque Flora não é pra ser seguida), mas eles não precisam mais ser as pessoas que ditam a moda (beijo pro Clone), não precisam mais ser as pessoas que ditam comportamentos (o Mocotó tá gordo, de cabelo curto e ataca de DJ) e, principalmente, não precisam mais influenciar na personalidade das pessoas (Viúva Porcina me despreza)...

Tolinha.
No final, eu fiquei feliz do pessoal tirar fotos com o Rafinha Bastos e eu, no alto da minha relevância, poder ver isso e achar fofo. Um fato? Eu prefiro mesmo não ter a responsabilidade de estar no lugar dele...


quinta-feira, 14 de abril de 2011

I'm still alive

Eu comecei mesmo a gostar de Pearl Jam por conta de uma prima minha que tinha todas as músicas gravadas. Gostava de Black, naquela parte que dizia "I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star in somebody else sky, why can't it be mine?", mas a música que Eddie Vedder gritou e que mais me marcou foi Alive.

A letra da música, em si, não tem nada de especial (e música é como gosto, cada um interpreta de um jeito), mas o refrão é forte demais. I'm still alive, eu continuo vivo.

Viver não é difícil a princípio, quando você sabe que a sua grande responsabilidade é tirar boas notas na escola, comer seus vegetais e lavar direitinho atrás da orelha. Só que dura pouco, porque a pressão começa a crescer, você precisa acordar cedo pra ir para a escola, precisa passar no vestibular, precisa arrumar um bom emprego, precisa de alguém pra compartilhar seus momentos, precisa planejar sua próxima festa de aniversário, precisa casar, precisa ter filhos... Quando você se dá conta, como eu tenho me dado agora, uau, como é difícil viver. Se manter vivo é fácil, viver mesmo, aproveitar o dia, o final de semana, a hora do almoço, isso sim é muito difícil...

Quando pequenos somos levados a acreditar em uma vida ideal. Nossos pais não nos deixam escolher demais e reclamam se bebemos coca cola no café da manhã. Você cresce e escolhe comer cheetos no café da manhã, você usa o seu tempo livre pra ver TV e ficar na internet, você deixa de respirar pra poder ficar no conforto estofado do seu carro... E tudo isso por quê?! Eu não sei. Eu não sei porque algumas pessoas se esforçam tanto sabendo que não vão chegar a lugar nenhum, eu só sei que sou uma dessas pessoas que lutam, que choram, que batalham, que arriscam e mesmo sabendo que eu vou chegar no mesmo lugar em que todo mundo vai chegar um dia, eu fico feliz. Feliz porque eu ainda estou viva.