quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Experiências

Na minha ânsia por ser escritora, já fiz algumas coisas das quais me arrependo.

Li em algum lugar que anotar características de pessoas aleatórias na rua poderia ser um excelente exercício de criação de personagem, então lá fui eu, caderninho na mão, caneta no bolso e um shopping lotado. Foi quando eu descobri que infelizmente eu tenho sérios problemas em caracterizar pessoas. Alto, baixo, cabelo comprido, curto, loiro, moreno, careca, cabeludo, rei, ladrão, polícia, capitão... Isso tudo é muito fácil de descrever, o grande problema é quando você precisa dar personalidade pro seu Frankenstein, quando precisa dizer se ele sabe amar ou se matou alguém... É aí que me perco e começo a misturar tudo, enfiar no cérebro dele características que não existem de verdade e, pronto, me sinto culpada. Eu não conheço aquela pessoa, como eu posso ousar imaginar quem ela é?

Fiquei com medo de um dia parar alguém, um possível personagem, na rua e perguntar se, de fato, ele já havia matado alguém...

Um comentário:

Tiago Damian disse...

eu ja fiz esse exercicio.
tamsou péssimo descritor.
prefiro usar cores pra descrever relacionamentos, cheiros pra descrever ações românticas, e visões pra descrever conversas....

enfim, não sei descrever nada direito, nunca.

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