segunda-feira, 13 de junho de 2011
Dádivas
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Nós
Você é meu melhor amigo. Meu companheiro de risadas, de alegrias e de tristezas. Você me abraça forte quando a saudade não cabe mais no meu peito e faz com que eu me sinta segura.
Você é meu futuro. É com você que eu desejo, finalmente, me casar, ter filhos, uma casa na praia nos finais de semana e um lar, de verdade, abençoado, como os que nós crescemos.
Você é minha inspiração. Quando eu te vejo, tenho vontade de cantar, mesmo que eu faça isso muito mal. Eu tenho vontade de dançar na chuva, de ver estrelas.
Eu sei que são só 3 meses. Mas parecem 3 anos. Eu sei que tem muita coisa pela frente. Mas estou preparada para enfrentar o mundo, se precisar.
Eu te amo, Dinossauro.
Você é meu futuro. É com você que eu desejo, finalmente, me casar, ter filhos, uma casa na praia nos finais de semana e um lar, de verdade, abençoado, como os que nós crescemos.
Você é minha inspiração. Quando eu te vejo, tenho vontade de cantar, mesmo que eu faça isso muito mal. Eu tenho vontade de dançar na chuva, de ver estrelas.
Eu sei que são só 3 meses. Mas parecem 3 anos. Eu sei que tem muita coisa pela frente. Mas estou preparada para enfrentar o mundo, se precisar.
Eu te amo, Dinossauro.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
De antigamente
Quem me vê falando "antigamente" ri.
Ri porque eu, no alto dos meus 23 anos, acho que já vi coisa demais.
Vejam só: eu vi a internet se popularizar.
Eu vi o celular deixar de ser artigo de luxo.
Eu vi o Sítio do Picapau Amarelo de verdade e o de mentirinha.
Eu vi as fotos virarem todas digitais.
Eu vi a gente gravar em fita, CD e, depois, colocar um monte de música no iPod.
Eu também vi a gente gravar em fita, DVD-R e, depois, colocar tudo no HD externo.
Eu vi as locadoras virarem cult.
Eu vi os filmes da Sessão da Tarde que agora são considerados cult. Na Sessão da Tarde.
Eu também vi um monte de tragédias naturais, ou não, que rolaram no mundo inteiro.
Eu vi as pessoas assumirem seus piores medos, seus maiores defeitos e suas verdadeiras faces.
Eu vi um monte de gente que eu gostava morrer.
E eu vi que é difícil, mas a gente aprende a lidar com isso.
Eu vi a Xuxa decair, vi a Angélica com filhos e a Sandy casando (e devassa).
Eu ouvi um monte de coisa nova e boa.
Eu vi as redes sociais dominarem a web.
Eu vi que o poder de algumas pessoas está nas suas palavras (ou memes).
Eu vi ditadores caindo, revoluções acontecendo e sem tirar o bumbum do sofá.
Eu vi coisas boas e ruins me bombardeando o tempo inteiro...
Eu posso ter só 23 anos, mas eu já vi, ouvi, vivi, senti e perdi tantas coisas, que não me admiraria de ter nascido há 10 mil anos atrás.
Ri porque eu, no alto dos meus 23 anos, acho que já vi coisa demais.
Vejam só: eu vi a internet se popularizar.
Eu vi o celular deixar de ser artigo de luxo.
Eu vi o Sítio do Picapau Amarelo de verdade e o de mentirinha.
Eu vi as fotos virarem todas digitais.
Eu vi a gente gravar em fita, CD e, depois, colocar um monte de música no iPod.
Eu também vi a gente gravar em fita, DVD-R e, depois, colocar tudo no HD externo.
Eu vi as locadoras virarem cult.
Eu vi os filmes da Sessão da Tarde que agora são considerados cult. Na Sessão da Tarde.
Eu também vi um monte de tragédias naturais, ou não, que rolaram no mundo inteiro.
Eu vi as pessoas assumirem seus piores medos, seus maiores defeitos e suas verdadeiras faces.
Eu vi um monte de gente que eu gostava morrer.
E eu vi que é difícil, mas a gente aprende a lidar com isso.
Eu vi a Xuxa decair, vi a Angélica com filhos e a Sandy casando (e devassa).
Eu ouvi um monte de coisa nova e boa.
Eu vi as redes sociais dominarem a web.
Eu vi que o poder de algumas pessoas está nas suas palavras (ou memes).
Eu vi ditadores caindo, revoluções acontecendo e sem tirar o bumbum do sofá.
Eu vi coisas boas e ruins me bombardeando o tempo inteiro...
Eu posso ter só 23 anos, mas eu já vi, ouvi, vivi, senti e perdi tantas coisas, que não me admiraria de ter nascido há 10 mil anos atrás.
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I've had the time of my life No I've never felt this way before Yes I swear it's the truth, And I owe it all to you |
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
A big big fan
Eu era uma menina que tinha meia dúzia de ídolos musicais na vida: Cazuza (que já tinha morrido), Hanson (e você não pode me julgar), Alanis Morissette, Mozart (morto também), Oasis e Pearl Jam. Fim. Naquela época o mais próximo que eu chegava deles, além de ouvir repetidamente, era comprando revistas e mais revistas com posteres e fotos e nhé nhé nhé. Autógrafo? Jamais. Carta? De jeito nenhum. Conversa? Totalmente impossível.
O tempo passa e, claro, os ídolos mudam. Passei a gostar de coisas mais "alternativas", que fogem do lugar comum e, com isso, reciclei meus ídolos e descobri um monte de gente nova legal. Entre Regina Spektor, Adele e Pomplamoose, descobri também uma menina de voz gostosa. Vi um filme bobo de tarde na TV, um dos inúmeros cansativos títulos de "American Pie", mas me encantei com duas músicas - "Say Yes" do fofo Elliott Smith (também morto) e a gracinha "Heartbeats" da Melinda Ortner. Olha, só eu sei o QUANTO eu cacei essa música nos sites de cifras, no youtube, na wikipédia e, finalmente, no Twitter, onde fiz um pequeno elogio e... Ganhei reply! Uau! Fiquei super feliz e tal, mas nessas andanças da vida nem tentei manter qualquer tipo de "contato", afinal, é uma artista ocupada, que tem shows a fazer, etc, etc..
Passa o tempo, passam os dias e as estações, eis que hoje entro no Twitter e adivinha quem me passou suas novas músicas? Melinda. Eu nunca imaginei nenhum tipo de diálogo com meus ídolos e agora tem uma pessoa que admiro a voz e a música ali, pertinho de mim. Eu não me importo de ela ter mandado esse reply para todo mundo que segue ela. Ela mandou para mim.
Obrigada, Melinda. Hoje você fez eu me sentir muito especial!
Ouça as músicas de Melinda Ortner e se apaixone também! :)
(Joguei no Google Translate, não sei se fará sentido, mas quem sabe ela não arruma um tempinho para ler, né?)
I was a girl who had half a dozen musical idols in life: Cazuza (who had already died), Hanson (and you can not judge me), Alanis Morissette, Mozart (also dead), Oasis and Pearl Jam. End. Back then the closest I got them and listen to repeatedly, was buying more magazines and journals with photos and posters and nhé nhé nhé. Autograph? Ever. Charter? No way. Conversation? Totally impossible.
Time passes and, of course, change the idols. I appreciate things more "alternative" but to flee the place and, with it, recycle my idols and I found a bunch of cool new people. Between Regina Spektor, Adele and Pomplamoose, also discovered a girl sexy voice. I saw a silly movie on TV in the afternoon, one of the many tiresome titles of "American Pie" but I was charmed with two songs - "Say Yes" of fluffy Elliott Smith (also dead) and the cute "Heartbeats" from Melinda Ortner. Look, I know just HOW MUCH I dug up this song on the sites of numbers, on youtube, on wikipedia, and finally on Twitter, where I did a little praise e. .. Reply I won! Wow! I was so happy and such, but those ways of life, nor tried to maintain any kind of "contact ", after all, is a busy artist, who has to do concerts, etc, etc. ..
Time after time, spend their days and seasons, now today I get on Twitter and guess who gave me their new songs? Melinda. I never thought any kind of dialogue with my idols and now have a person I admire the voice and the music there, close to me. I do not care that she had sent this reply to everyone who follows it. She sent for me.
Thank you, Melinda. Today you made me feel very special!
Listen to the music of Melinda Ortner and fall in love too! :)
O tempo passa e, claro, os ídolos mudam. Passei a gostar de coisas mais "alternativas", que fogem do lugar comum e, com isso, reciclei meus ídolos e descobri um monte de gente nova legal. Entre Regina Spektor, Adele e Pomplamoose, descobri também uma menina de voz gostosa. Vi um filme bobo de tarde na TV, um dos inúmeros cansativos títulos de "American Pie", mas me encantei com duas músicas - "Say Yes" do fofo Elliott Smith (também morto) e a gracinha "Heartbeats" da Melinda Ortner. Olha, só eu sei o QUANTO eu cacei essa música nos sites de cifras, no youtube, na wikipédia e, finalmente, no Twitter, onde fiz um pequeno elogio e... Ganhei reply! Uau! Fiquei super feliz e tal, mas nessas andanças da vida nem tentei manter qualquer tipo de "contato", afinal, é uma artista ocupada, que tem shows a fazer, etc, etc..
Passa o tempo, passam os dias e as estações, eis que hoje entro no Twitter e adivinha quem me passou suas novas músicas? Melinda. Eu nunca imaginei nenhum tipo de diálogo com meus ídolos e agora tem uma pessoa que admiro a voz e a música ali, pertinho de mim. Eu não me importo de ela ter mandado esse reply para todo mundo que segue ela. Ela mandou para mim.
Obrigada, Melinda. Hoje você fez eu me sentir muito especial!
Ouça as músicas de Melinda Ortner e se apaixone também! :)
(Joguei no Google Translate, não sei se fará sentido, mas quem sabe ela não arruma um tempinho para ler, né?)
I was a girl who had half a dozen musical idols in life: Cazuza (who had already died), Hanson (and you can not judge me), Alanis Morissette, Mozart (also dead), Oasis and Pearl Jam. End. Back then the closest I got them and listen to repeatedly, was buying more magazines and journals with photos and posters and nhé nhé nhé. Autograph? Ever. Charter? No way. Conversation? Totally impossible.
Time passes and, of course, change the idols. I appreciate things more "alternative" but to flee the place and, with it, recycle my idols and I found a bunch of cool new people. Between Regina Spektor, Adele and Pomplamoose, also discovered a girl sexy voice. I saw a silly movie on TV in the afternoon, one of the many tiresome titles of "American Pie" but I was charmed with two songs - "Say Yes" of fluffy Elliott Smith (also dead) and the cute "Heartbeats" from Melinda Ortner. Look, I know just HOW MUCH I dug up this song on the sites of numbers, on youtube, on wikipedia, and finally on Twitter, where I did a little praise e. .. Reply I won! Wow! I was so happy and such, but those ways of life, nor tried to maintain any kind of "contact ", after all, is a busy artist, who has to do concerts, etc, etc. ..
Time after time, spend their days and seasons, now today I get on Twitter and guess who gave me their new songs? Melinda. I never thought any kind of dialogue with my idols and now have a person I admire the voice and the music there, close to me. I do not care that she had sent this reply to everyone who follows it. She sent for me.
Thank you, Melinda. Today you made me feel very special!
Listen to the music of Melinda Ortner and fall in love too! :)
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Meu bem
Algumas coisas você até tenta evitar que aconteçam. Outras te atropelam.
Era uma quarta feira de cinzas. Aqueles olhos cor de oceano, que se olhar direito enxerga até alguns barquinhos, focaram em outros que de tão tristes não tinham forças para ficar abertos por muito tempo. O toque das mãos fez tremer dois pares de joelhos.
Aquele pé que encheu de bolha dormiu feliz. Aquela língua sabor doce de leite queria mais sorvete. Aquele sorriso não queri a se despedir. Aqueles outros pés não queriam ir embora.
Ainda bem que foram.
Melhor ainda, quando voltaram.
Dei licença para colo. Autorizei abraço. Bati carimbo para beijo. Burocracia sentimental, das mais bobas, que eu achava necessária.
Notícia do dia: coração não conhece medo e se joga da ponte.
Era uma quarta feira de cinzas. Aqueles olhos cor de oceano, que se olhar direito enxerga até alguns barquinhos, focaram em outros que de tão tristes não tinham forças para ficar abertos por muito tempo. O toque das mãos fez tremer dois pares de joelhos.
Aquele pé que encheu de bolha dormiu feliz. Aquela língua sabor doce de leite queria mais sorvete. Aquele sorriso não queri a se despedir. Aqueles outros pés não queriam ir embora.
Ainda bem que foram.
Melhor ainda, quando voltaram.
Dei licença para colo. Autorizei abraço. Bati carimbo para beijo. Burocracia sentimental, das mais bobas, que eu achava necessária.
Notícia do dia: coração não conhece medo e se joga da ponte.
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Coração
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Bullying
Todo mundo diz que já sofreu.
Quem admite que já cometeu?
Quem admite que já cometeu?
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Bróder
Entre os dias 26 e 28 de abril (anteontem, ontem e hoje), rola o Youpix, um encontro de gente que faz a internet e faz parte da internet. Eu, particularmente, gostava mais de ir no evento num lugar pequeno e conhecer todo mundo, mas porque eu sou egoísta e adoro gente puxando meu saco - quem não gosta fecha o navegador e vai tricotar. Claro que eu fico feliz - mais pela Bia Granja - do evento ter crescido tanto e, nessa edição, ser no Porão das Artes no Ibirapuera e ter pessoas famosas como o Rafinha Bastos.
Famosas?
Eu vi uma tietagem ou outra por lá em cima do cara. Todo mundo quer ser bróder, quer tirar foto, quer contar uma piada que acha super engraçada (dica: ele não quer ouvir), mas não é aquela coisa beatlemaníaca que eu imaginei que seria. Até não muito tempo atrás, quem aparecia na televisão era, para os pobres mortais, alguém num patamar superior porque "oh, ele é famoso!". Hoje você dismitifica o cara que aparece na TV - ele é famoso porque o Brasil inteiro conhece a cara dele, mas ele não é mais inacessível, ele não está mais acima do bem e do mal, ele até te manda reply no Twitter se você mandar alguma coisa que vale a pena (se não respondeu no terceiro só leia e pare de insistir).
A nossa geração matou o "famoso" e criou as "subcelebridades", matou o "cara da TV" e criou o "cara normal" - e isso é ótimo. É bom ter os homens e mulheres da TV como "exemplo" (entre aspas porque Flora não é pra ser seguida), mas eles não precisam mais ser as pessoas que ditam a moda (beijo pro Clone), não precisam mais ser as pessoas que ditam comportamentos (o Mocotó tá gordo, de cabelo curto e ataca de DJ) e, principalmente, não precisam mais influenciar na personalidade das pessoas (Viúva Porcina me despreza)...
No final, eu fiquei feliz do pessoal tirar fotos com o Rafinha Bastos e eu, no alto da minha relevância, poder ver isso e achar fofo. Um fato? Eu prefiro mesmo não ter a responsabilidade de estar no lugar dele...
Famosas?
Eu vi uma tietagem ou outra por lá em cima do cara. Todo mundo quer ser bróder, quer tirar foto, quer contar uma piada que acha super engraçada (dica: ele não quer ouvir), mas não é aquela coisa beatlemaníaca que eu imaginei que seria. Até não muito tempo atrás, quem aparecia na televisão era, para os pobres mortais, alguém num patamar superior porque "oh, ele é famoso!". Hoje você dismitifica o cara que aparece na TV - ele é famoso porque o Brasil inteiro conhece a cara dele, mas ele não é mais inacessível, ele não está mais acima do bem e do mal, ele até te manda reply no Twitter se você mandar alguma coisa que vale a pena (se não respondeu no terceiro só leia e pare de insistir).
Procurei uma foto do Rafinha no Youpix pra colocar aqui, mas não achei. Todos chora.
A nossa geração matou o "famoso" e criou as "subcelebridades", matou o "cara da TV" e criou o "cara normal" - e isso é ótimo. É bom ter os homens e mulheres da TV como "exemplo" (entre aspas porque Flora não é pra ser seguida), mas eles não precisam mais ser as pessoas que ditam a moda (beijo pro Clone), não precisam mais ser as pessoas que ditam comportamentos (o Mocotó tá gordo, de cabelo curto e ataca de DJ) e, principalmente, não precisam mais influenciar na personalidade das pessoas (Viúva Porcina me despreza)...
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| Tolinha. |
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
I'm still alive
Eu comecei mesmo a gostar de Pearl Jam por conta de uma prima minha que tinha todas as músicas gravadas. Gostava de Black, naquela parte que dizia "I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star in somebody else sky, why can't it be mine?", mas a música que Eddie Vedder gritou e que mais me marcou foi Alive.
A letra da música, em si, não tem nada de especial (e música é como gosto, cada um interpreta de um jeito), mas o refrão é forte demais. I'm still alive, eu continuo vivo.
Viver não é difícil a princípio, quando você sabe que a sua grande responsabilidade é tirar boas notas na escola, comer seus vegetais e lavar direitinho atrás da orelha. Só que dura pouco, porque a pressão começa a crescer, você precisa acordar cedo pra ir para a escola, precisa passar no vestibular, precisa arrumar um bom emprego, precisa de alguém pra compartilhar seus momentos, precisa planejar sua próxima festa de aniversário, precisa casar, precisa ter filhos... Quando você se dá conta, como eu tenho me dado agora, uau, como é difícil viver. Se manter vivo é fácil, viver mesmo, aproveitar o dia, o final de semana, a hora do almoço, isso sim é muito difícil...
Quando pequenos somos levados a acreditar em uma vida ideal. Nossos pais não nos deixam escolher demais e reclamam se bebemos coca cola no café da manhã. Você cresce e escolhe comer cheetos no café da manhã, você usa o seu tempo livre pra ver TV e ficar na internet, você deixa de respirar pra poder ficar no conforto estofado do seu carro... E tudo isso por quê?! Eu não sei. Eu não sei porque algumas pessoas se esforçam tanto sabendo que não vão chegar a lugar nenhum, eu só sei que sou uma dessas pessoas que lutam, que choram, que batalham, que arriscam e mesmo sabendo que eu vou chegar no mesmo lugar em que todo mundo vai chegar um dia, eu fico feliz. Feliz porque eu ainda estou viva.
A letra da música, em si, não tem nada de especial (e música é como gosto, cada um interpreta de um jeito), mas o refrão é forte demais. I'm still alive, eu continuo vivo.
Viver não é difícil a princípio, quando você sabe que a sua grande responsabilidade é tirar boas notas na escola, comer seus vegetais e lavar direitinho atrás da orelha. Só que dura pouco, porque a pressão começa a crescer, você precisa acordar cedo pra ir para a escola, precisa passar no vestibular, precisa arrumar um bom emprego, precisa de alguém pra compartilhar seus momentos, precisa planejar sua próxima festa de aniversário, precisa casar, precisa ter filhos... Quando você se dá conta, como eu tenho me dado agora, uau, como é difícil viver. Se manter vivo é fácil, viver mesmo, aproveitar o dia, o final de semana, a hora do almoço, isso sim é muito difícil...
Quando pequenos somos levados a acreditar em uma vida ideal. Nossos pais não nos deixam escolher demais e reclamam se bebemos coca cola no café da manhã. Você cresce e escolhe comer cheetos no café da manhã, você usa o seu tempo livre pra ver TV e ficar na internet, você deixa de respirar pra poder ficar no conforto estofado do seu carro... E tudo isso por quê?! Eu não sei. Eu não sei porque algumas pessoas se esforçam tanto sabendo que não vão chegar a lugar nenhum, eu só sei que sou uma dessas pessoas que lutam, que choram, que batalham, que arriscam e mesmo sabendo que eu vou chegar no mesmo lugar em que todo mundo vai chegar um dia, eu fico feliz. Feliz porque eu ainda estou viva.
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Ciúme
Confiar não é necessariamente a fórmula para não sentir ciúme. Você confia numa pessoa, totalmente, mas ainda assim não consegue ver ela conversar com alguém (alguém X geralmente) sem sentir um aperto idiota no peito, que você sabe que é desnecessário, que você sabe que é babaca, mas que ainda assim está ali.
Eu entendo o ciúme, mesmo não sentindo muito ciúme.
O que não entendo é como as pessoas podem sentir algo no peito que incomoda e, ainda assim, ficarem quietas. Abaixar a cabeça para seus sentimentos é a coisa mais idiota que você pode fazer, porque quando tudo começar a ficar mais difícil de segurar você vai soltar as coisas mais estúpidas todas de uma vez, vai vomitar tudo de ruim que você guardou na pessoa que, naquele momento, não precisa ouvir tudo isso.
Eu acredito que a base de todos os bons relacionamentos seja a sinceridade. Ok, a capacidade de construir uma rotina e ainda assim suportar o outro é importante, mas avisar isso pra ele é muito mais... Meu pai sempre teve ciúme da minha mãe, a ponto de ela ter me contado escondidinha sobre o outro "possível namorado" que ela teve na adolescência. Meu pai sempre teve ciúmes de mim, do meu sobrinho e da minha irmã, mas ele nunca falou, só dá pra ver nos olhos dele. Nesse caso, não é porque ele fica suprimindo isso, é porque ele sabe que vai passar, que é só momentâneo, que ele não precisa guardar o ruim disso no peito, só a parte boa. Sim, até o ciúme tem uma parte boa: quando você olha pra cara da outra pessoa e percebe que ela jamais faria aquilo com você.
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